Juro que postarei a última parte do conto: Chuva nem sempre é um tédio.
Histórias saídas da mente de uma garota de 15 anos aspirante a escritora famosa, meio doida e sempre sincera.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Devidas explicações
A falta de criatividade estava em estado crítico, então me perdoem.
Peço solenes desculpas.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Confissões de uma escritora que adora conversar e mudar o perfil do orkut
Nada melhor que usar um blog como um diário, apesar de eu tentar evitar isso com frequência, as vezes é bom mudar um pouco.
Eu nunca tive o hábito de querer mudar as coisas, seja de lugar ou mesmo uma mudança psicologica, mas acontece que isso é impossível, seria como uma mísera gota d'água tentar ir contra uma correnteza inteira. Por que isso é a natureza do ser humano, mudar.
Hoje, estava eu em mais um dos meus surtos para escrever no perfil do orkut, um amigo meu acompanhava tudo (Luis) e conversa vai e conversa vem - sim estou fugindo do assunto. Voltando ao rumo, eu notei o quanto eu gosto de mudar algumas coisas e eu jurava para mim mesma que detestava, por quantos anos eu mentir pra mim mesma?
A questão é, mudar é inevitável e não podemos fugir da natureza humana. Porém toda regra tem uma exceção, você sempre terá aquele parente distante e chato que só serve para dizer: Como você cresceu! É, tudo tem que ter um problema.
Ah, que vontade de poder mandar esse parente tomar no cu. Sim, estou com sentimento de revolta hoje - maldita prova de história e suas revoluções.
Eu nunca tive o hábito de querer mudar as coisas, seja de lugar ou mesmo uma mudança psicologica, mas acontece que isso é impossível, seria como uma mísera gota d'água tentar ir contra uma correnteza inteira. Por que isso é a natureza do ser humano, mudar.
Hoje, estava eu em mais um dos meus surtos para escrever no perfil do orkut, um amigo meu acompanhava tudo (Luis) e conversa vai e conversa vem - sim estou fugindo do assunto. Voltando ao rumo, eu notei o quanto eu gosto de mudar algumas coisas e eu jurava para mim mesma que detestava, por quantos anos eu mentir pra mim mesma?
A questão é, mudar é inevitável e não podemos fugir da natureza humana. Porém toda regra tem uma exceção, você sempre terá aquele parente distante e chato que só serve para dizer: Como você cresceu! É, tudo tem que ter um problema.
Ah, que vontade de poder mandar esse parente tomar no cu. Sim, estou com sentimento de revolta hoje - maldita prova de história e suas revoluções.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Nuvens
Esses dias eu parei para olhar para as nuvens, e por algum motivo eu comecei a rabiscar num papel as coisas que passavam na minha cabeça, e acabei formando um pensamento sobre as nuvens, e nesse pequeno texto abaixo mostra a que conclusão eu cheguei.
~X~
-MÃE! MÃE! - gritava uma garota de 10 anos com um tom de voz alegre e animado enquanto entrava correndo na cozinha, pegando a mão dela e a puxando para a sala.
-O que houve minha filha? - perguntava a mãe curiosa enquanto seguia a filha.
A garotinha puxou a mãe até a janela, e apontou para o céu, a mãe observou curiosa. As nuvens estavam escuras e anunciavam uma tempestade daquelas. Raios, trovões e uma ventania quase digna de filme de terror. A mãe olhou para a filha que parecia maravilhada com a chuva que viria a cair.
- O que foi minha filha? - ela perguntou.
-Mãe, já notou que as nuvens são nascizistas?
A mãe ficou surpresa com a pergunta da filha e pensou como ela tinha chegado naquela questão. Não entendeu e perguntou à filha.
-Por que você acha isso meu bem?
Ela sentou-se no chão e chamou a mãe para sentar do lado dela, a mãe o fez a garota deu uma risada.
- Já percebeu que elas só ficam lá em cima, bem distantes de tudo? Nos observando como se não fossemos nada?
- Já percebeu que elas só ficam lá em cima, bem distantes de tudo? Nos observando como se não fossemos nada?
A mãe ficou em silêncio, apenas ouvindo o que a filha dizia.
-... E, além disso, elas sabem dançar. Rodopiando ao redor de si mesmas, fazendo seus espetáculos particulares. Usando os raios como seus holofotes e os trovões como uma orquestra, além de usarem-nos como voz também. Elas só andam com as da espécie delas, e não aceitam nenhuma diferente, por acaso você já viu uma nuvem de verão perto de uma nuvem de tempestade? Aposto que não.
A filha parecia revoltada ao falar daquele modo, e sua face estava levemente enfurecida, a mãe riu da atitude da garota.
-Minha filha, mas você não gosta das nuvens? - a mãe perguntou com um tom curioso.
A garota olhou para a mãe e pareceu pensar por um segundo. A mãe passou a mão ao redor dos ombros da filha e a abraçou.
-Sabe filha, as nuvens são belas e majestosas e raras pessoas não sucubem a seu charme avassalador. Acho que elas tem um motivo para se acharem tanto, porque nada nesse mundo é igual a elas.
A filha apertou o abraço e a chuva começou, e o aconchego do colo da mãe a fez sorrir docemente.
-Tudo bem mãe, as nuvens são narcizistas, mas eu bem queria ser uma delas, para todos me admirarem.
Ambas riram e a mãe beijou a testa da garota.
-Quem sabe um dia meu anjo.
~X~
Sim, as nuvens são narcizistas para mim.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Confissões de uma escritora com falta de tempo.
Meus queridos leitores, peço desculpas pela demora, não é por minha culpa e sim por culpa da minha escola e do meu ritmo de estudos. Estou me dedicando à escola de uma forma que jamais pensei que estaria, e devido isso estou sem inspiração. Peço desculpas sinceras.
E sim eu vou voltar rapidinho, provavelmente até sabádo a noite eu estarei postando. Obrigada por tudo (:
E sim eu vou voltar rapidinho, provavelmente até sabádo a noite eu estarei postando. Obrigada por tudo (:
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Chuva, nem sempre é um tédio. Parte (II)
Ok, relembrando os fatos.
1 O céu está despencando lá fora, até os peixes estão andando de barco.
2 Estou sozinha em casa o Fim de semana INTEIRO! Por que meus pais viajaram pro outro lado do país.
3 O cara por quem eu sou estupidamente apaixonada está tomando banho no meu banheiro.
4 Estou na cozinha com uma faca mega afiada na mão e decidindo se quero me matar ou não.
AH NÃO, LOUCA NÃO. Já bastam os 6 meses de psicóloga que eu fiz quando meu canário chamado Roberto foi comido pelo gato da vizinha... Ai eu estripei o gato. HAHA EU TENHO POTENCIAL DE PSICOPATA GENTE! Ok, acho que já sei porque as pessoas da vizinhança não me olham na cara.
-Bianca?
-Sim o que... – acho que babei.
Leandro estava só de shorts, sem camisa e com a cueca aparecendo (ele usa cuecas shortinho preta!) o cabelo molhado e as gotinhas de água escorrendo pelo corpo dele, ta ele não é musculoso, mas também não é de se jogar fora, realmente não é! Meu coração acelerou tanto que saiu sangue pelo meu nariz, maldita hemorragia.
-Bianca, você está bem? Está sangrando.
-Ãhn... Ah! Nem ligue é normal eu ter sangramentos nasais quando vejo um homem lindo e... – QUE PORRA EU DISSE?????
-Homem lindo ? – ele deu aquela risadinha maliciosa, CARALHO ELE QUER QUE EU AGARRE ELE!?
-É bem... Você quer miojo? – melhor desvio de conversa!
-Quero sim, mas deixa que eu faço, você tem que ir tomar banho também. – ele chegou perto de mim e pegou a panela do meu lado.
-Ah, que isso deixa que eu faço e...
-Vai tomar banho antes que eu te de um banho.
Claro que a maioria das garotas iriam dar aquela jogada de cabelo e dizer: hum, aceito. Mas eu não sou como a maioria das garotas, eu sou burra. Sai correndo pro banheiro que nem uma galinha cega, batendo em todos os móveis, e pra completar lasquei o dedo mindinho na porta quando fui entrar, PUTA QUE PARIU! Isso dói demais. Entrei no banheiro e tirei minhas roupas num piscar de olhos, nem me olhei no espelho, só corri pro chuveiro e nem fiz questão de olhar pra banheira que estava me chamando, é eu dei um gelo nela #eusoufoda! Liguei a água mais quente e entrei com tudo, um choque térmico filo da rapariga que me doeu até a alma, mas fora isso tomei banho tranqüilo. Sai me enrolei na toalha e finalmente me caiu a ficha... EU NÃO TROUXE A ROUPA PRO BANHEIRO!!!!!!!!!!!!!!!!
Ok, agora estou batendo minha cabeça na parede até sangrar (?) pra ver se meu cérebro acorda. Cara, como eu esqueço isso? Vou ter que sair de toalha pelo corredor e correr pelo meu quarto, não posso usar o vestido porque ele ta todo molhado. Minha única saída? Sair de toalha e pular pra dentro do meu quarto, evitando que o Leandro me veja, plano perfeito e elaborado, SIMBORA COLOCAR EM PRÁTICA. Agora vem o problema, falta a coragem, segurei a maçaneta e girei devagar, espiei pela porta e não o vi, respirei aliviada e sai correndo pelo quarto, porém... Como minha sorte realmente me ama.
-Bianca esqueci de perguntar onde vocês guardam o tem... – Ele parou na minha frente e me viu daquele jeito, os olhos dele foram diretamente aonde? NA toalha e nas minhas curvas, realmente eu sabia que ele era um tarado. Eu fiquei cor de tomate, pimenta e do meu boletim do ano passado, ou seja, VERMELHA AO PONTO CRÍTICO.
-Le-le-le-le-le-le-le - não consegui nem formular uma frase descente.
-Olha o que falaram de você realmente é verdade...
-Cuma?
-Você tem um corpo de violão mesmo. Sortudo do seu namorado.
AAAAH MINHA SANTA DA INTERNET ELE ME FALOU ISSO? VOU DESMAIAR, VOU DESMAIAR, VOU DESMAIAR... VOU DESMAIAR PORRA NENHUMA!!!!!!!!!!!!!!!
- Namorado? Ta maluco?
-Como assim, você não tem?
-Ok, a pessoa que inventou isso vai levar uma vassourada no meio do... Erm... É eu não tenho namorado, nunca tive.
Eu vi esperança nos olhos dele? Não sei, porque depois que falei eu sai correndo e me tranquei no meu quarto, cai na minha cama e gritei apertando o travesseiro na minha cara, porque senão meu coração ia sair pela boca naquele segundo. {...}
ainda não acabou :D Bianca ainda vai passar muita vergonha.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Chuva, nem sempre é um tédio, acredite! (PARTE I)
Nunca vi um céu tão escuro quanto esse, e ainda eram três horas da tarde. Realmente eu sou casada com o azar, no primeiro final de semana que meus pais me deixam sozinha em casa enquanto eles viajam pra uma convenção no outro lado do país, a previsão do tempo avisa que aqui vai cair uma chuva de sexta a domingo, todas as festas foram canceladas e todo mundo queria ir pra casa mais cedo, por isso o trânsito estava uma loucura, bem eu tenho dezesseis anos, não posso ter carro, moro a 2 km da escola, e minha casa fica no início de uma descida, pro meu azar eu tenho que subir onde a descida termina. Sim eu não tenho nenhuma sorte.
Olhei para o relógio, esperando o maldito sinal tocar para terminar a aula, minha vontade é sair correndo pela porta, chegar em casa tirar minha roupa e correr pro chuveiro, ligar a água quente da banheira e dormir lá durante umas 3 horas, até a água esfriar. Em meio meus devaneios o sinal tocou, catei minhas coisas e sai correndo disse um tchau apressado para todas minhas amigas e acho que atropelei minha diretora, que por sinal já me odeia porque eu já incendiei o laboratório de ciências. {...}
Demorou uns trinta minutos pra eu chegar, e quase fui atropelada por um carrinho de bebê desgovernado, uma velhinha me bateu com a bolsa porque eu sem querer chutei aquele projeto de cachorro que mordeu minha perna. Quase fui espancada por um moleque porque virei o carrinho de picolé dele enquanto fugia da bolsa daquela velha. Pra completar quando eu to na metade da subida o toró começa, quase fui atropelada por um saco de lixo que desceu com a correnteza, então finalmente cheguei em casa.
Normalmente eu seria recebida com milhões de tarefas, um tapa ou dois por demorar a chegar e seria mandada de volta porque tinha esquecido o maldito casaco. FODA-SE! Estou sozinha em casa e vou fazer a farra e quebrar o vaso de quase um milhão e bolinhas da minha mãe (ok, oficialmente eu pirei). Quer saber? Joguei minhas coisas pela sala, minhas roupas pelo corredor e fiquei só de calcinha e sutiã pela casa (e as estrias à mostra, que culpa eu tenho se amo coca cola?).
Entrei no banheiro e me olhei no espelho, não sou linda com direito a faixa de miss universo, mas também não sou feia a ponto de ir trabalhar num lugar sem luz onde nenhuma criatura viva me veria até final dos meus dias de feiúra (?). Digamos que sou uma adolescente comum, com algumas espinhas, com o corpo imerso em hormônios que me deixam com um corpo daquelas garotas que tão começando a fazer filme do American Pie (OMG! Não acredito que eu disse isso), mas não sou vadia que nem elas (HAHA), sou virgem e nunca namorei, e o último garoto que eu beijei foi o meu primeiro ficante e eu tinha 12 anos (HAHA, 4 ANOS SEM PEGAÇÃO –to pior que a minha avó, credo). Suspirei pesadamente e liguei a banheira, mas então eu ouvi alguém batendo na porta, VÁ DE RETO CAPETA! Quem será que deve ta batendo na minha porta durante uma tempestade que vai tirar o céu do lugar dele? Bem, acho melhor eu ir ver.
Passei na cozinha antes e me armei com a panela de pressão (Frigideira? Acha que eu gosto de clichês?), e nem me importei com o fato de estar semi nua e estar usando meu conjunto preto com desenhos de cereja que eu tinha comprado naquela semana. Espiei pelo olho mágico e vi uma sombra, pelo menos parecia menor do que eu tinha imaginado.
-Porra abre logo essa porta Bianca! Vou me afogar aqui!
Espera um minuto, eu conheço essa voz super rouca e deliciosa que me fez arrepiar completamente, LEANDRO? Abri a porta e o deixei entrar, ele praticamente pulou pra dentro da minha casa, fechei a porta rapidamente evitando que minha casa também inundasse, estou pirando ou eu vi aquela velhinha que tentou me matar andando de barco rua abaixo? Realmente, acho que me deram uma droga daquelas e eu não sei. Olhei para ele e senti que iria morrer de vergonha. Leandro era – é – o cara por quem eu sou loucamente apaixonada desde que me entendo por gente. Não ele não é nenhum protótipo de jogador super sarado e gostoso que as minhas amigas babam. Ele é um cara super fofo, inteligente, doce, amável, educado e super bonzinho que já vi em toda minha vida. Ele é magro, bem branquinho e tem os cabelos cor de mel, além do rosto todo sardento.
-Bianca? Tudo bem com você e... Você está de calcinha e sutiã?
Ok, terra chamando Bianca, você está semi nua na frente do cara por quem você é apaixonada, qual sua reação? Bem... Eu acertar ele com a panela de pressão no meio da cara e ele desmaiar é uma opção bem lógica... Caramba, será como é chamado um crime cometido por uma panela no meio da cara? Panelicídio? Obrigada, não quero saber sobre meu futuro dentro de uma cela de prisão. O vi estirado no chão e corri para vestir alguma roupa antes que ele acordasse.
-Pelo amor de Deus, Leandro você está vivo? – eu já estava com um vestido tomara que caia azul, do lado dele rezando para não te-lo matado.
-Bianca... Você me acertou com uma frigideira de chumbo? – ele sentou-se meio zonzo.
- Na verdade, foi com uma panela de pressão. – me senti a pessoa mais idiota do mundo.
-Isso é novidade.
-O que você está fazendo aqui? Sua casa é do outro lado da cidade.
-O meu ônibus parou na rua debaixo por causa da correnteza, e ia demorar o dobro pra chegar, eu vi você entrando em casa e vim para cá.
-Ah sim...
-Onde estão seus pais?
-Viajando, estou sozinha o final de semana inteiro, seria ótimo se o céu não estivesse caindo lá fora.
-Que coincidência, os meus também estão.
Meu coração parou de bater eu senti isso, ele sorriu para mim, ahhhh acho que vou desmaiar. NÃO, ACORDA GAROTA! APROVEITA, VOCÊ TERÁ UM BOM TEMPO A SOS COM ELE! Sim, essa é a chama da juventude! (Cara, assistir Naruto ta me deixando um pouco pior do que já sou). Ele ta me olhando como se eu estivesse fumando uma garrafa de coca cola, ok parei de ser louca.
-A chuva vai demorar a passar e você está encharcado? Quer tomar um banho? Eu te empresto as roupas do meu irmão.
-Ele não vai dar falta?
-Ele é um travestir que adora usar minhas roupas, ele vai agradecer por você levá-las.
Ok, só pra constar meu irmão não é nada disso, ele é super e esta noivo, ou seja, não mora mais aqui e se ele sentir falta daquelas camisas eu vou contar pra noiva dele que eu tenho uma foto de quando ele tinha 6 anos e estava fantasiado de Barbie pro carnaval, HAHA! {...}
Fim da parte 1 :) comentários?
domingo, 13 de fevereiro de 2011
1º Conto, tragédia.
Este meus amigos, é um conto diferente... Não se trata de um conto fofo com final feliz, nem longo demais a ponto de você se cansar, é apenas um conto interessante e juro que é real cada linha aqui escrita. Pode duvidar se quiser, não vou negar-lhe teu livre arbítrio, mas só peço que leia até o fim, este é o pedido de um ilustre narrador.
Numa cidadezinha, escondida de todo o mundo, não tinha mais que 70 mil habitantes. Uma enorme serra a protegia do mundo lá fora. Nossa história começa na vida de duas garotas, muito amigas, porém extremamente diferentes.
A mais velha era alta, loira, com corpo um pouco robusto, mas suas formas eram leves e delicadas. Seu rosto fino e feminino e teu sorriso bem traçado fazia todos se encantarem com ela, mas por dentro ela era uma bomba pronta para explodir, atrevida e não respeitava ninguém que não lhe fosse importante. Tinha muitos homens ao seu redor a bajulando, mas sua família nem tanto... Uma princesa imersa nos ventos amargos da solidão, e que tinha como amiga uma garota completamente diferente.
A outra, mais nova e morena. Seu corpo não era lá bem desenhado, apesar de ser magra na medida do ideal. Seu rosto não era tão belo, pois o sol o maltratara um bocadinho, apesar disso sempre sorria com o metal lhe atravessando e cortando os lábios carnudos vez ou outra, e ela nem se importava. Tinha muitos amigos e sempre fora animada e uma boa pessoa... Porém ninguém sabe o mal que a espreita. Ela tem problemas consigo mesma, ou melhor, falando, com sua pessoa interior. Ataques de tristeza e depressão leve são alguns sintomas, e ela desabafa tudo na sua paixão que é a escrita, ela sempre está imersa em livros.
A loura sempre maltratava a morena por ser tão diferente, vivia tentando mudar a garota, criticando seu modo de vestir, de agir, de pensar, e até mesmo criticava seus sonhos, dizendo que eram tolos e estavam longe da verdade, e para piorar o sofrimento da morena, a outra sempre tentava impor suas vontades, cortando as asas de liberdade da mais nova.
Ela era livre, mas sentia-se presa, como se correntes invisíveis a prendessem em seus pesadelos mais terríveis e sanguinários, e o único lugar que ela sentia-se realmente segura era em seus livros, suas histórias e contos, onde a mais velha jamais poderia alcançar.
A nossa história começa num dia qualquer para as duas, acordavam cedo, se arrumavam e iam para a escola, a morena dava carona para a loura todos os dias, e quando não dava, a loura reclamava sempre. Neste dia, porém, a morena acordou com o coração apertado e uma dor tremenda no fundo da alma, o medo a abraçou frio e isso bastou para que levasse seu caderno de contos para a escola.
As aulas entediantes passavam devagar, e o medo da morena não tinha se dissipado, apesar de seus amigos estarem todos por ali, ela sentiu que algo dentro dela queria sair e se apoderar de sua mente. Suando muito ela pediu licença para o professor e correu até o banheiro, alguns poucos segundos depois o sinal tocava anunciando o fim da aula e o início do intervalo. A morena voltou para a sala e sentou-se no seu lugar, o pânico tomou conta de seu corpo quando percebeu que seu caderno não estava ali, revirou sua mochila e seus materiais embaixo da mesa. Nada! Em lugar algum. Seus olhos então percorreram a sala de aula e então ela a viu. A loura estava com o caderno em mãos, ao redor dela estavam seus amigos, rindo e apontando para a morena que rapidamente corre até lá e arranca o caderno das mãos dela.
-PORQUE VOCÊ FEZ ISSO? – a morena gritou com lágrimas tomando sua face.
-O quê? Não podia ler? – a loura ainda ria.
-NÃO, NÃO PODIA! – bradou a morena em fúria descomunal.
-O que mais tinha nesse caderno? Só suas histórias idiotas e sem sentido, e seus poemas.
A morena tremeu de ódio, e as lágrimas rompiam sua face, molhando a camisa branca do uniforme, todos pararam de rir, menos a loura que se pronunciou.
-Larga de ser criança, ta chorando só porque eu li? O que tem demais nessas histórias que nunca sairão do papel?
A morena sentiu algo explodir dentro de si, suas pernas cambalearam e as lágrimas se tornaram mais grossas, ela voltou a mesa, juntou os materiais e os jogou todos dentro da mochila, catou o caderno e sumiu porta afora, deixando uma loura para trás desentendida com tal ato.
E após isso, se passaram 7 dias que ela não apareceu mais na escola nem na vida da loura, o que foi muito tempo para todos que estavam acostumados com as brigas das duas. Quando iam atrás dela, ela nunca estava ou atendia ao telefone, a mãe nunca falava nada sobre a filha, pois a mesma ficava trancada durante todo o dia dentro do quarto, longe de tudo e de todos.
Na segunda-feira seguinte o sol não apareceu, e tudo estava cinzento, chamando a tempestade que não tardou em começar. O sinal avisava que aula estava começando deu início à tempestade predestinada. A luz forte de repente começou a piscar, a porta abriu sozinha com uma rajada de vento e uma sombra apareceu na porta e irrompeu na sala. Era a morena, só que não era mais a mesma. Os cabelos, que antes eram longos, alcançando seu busto, agora estavam curtos e repicados, com as pontas pintadas de preto.
Todos na sala se assustaram com tal mudança. O sorriso dela, antes animador e contagiante, agora nem se fazia mais presente em sua face pálida que indicava a leve anemia da garota se tornar um pouco pior. Estava magra em excesso, e seus olhos escuros estavam opacos, ela parecia estar morta.
A loura assustou-se com a morena daquele jeito.
À hora do intervalo demorou a chegar, e todos foram até a garota para ver o que tinham acontecido, mas ela mal respondeu uma palavra, apenas olhou para todos eles e disse.
- “Que a morte não me seja em vão.
Que meus pecados marquem minha pele como ferro quente.
E aqueles que um dia sentiram algo por mim, jamais sintam nada.”
Ninguém entendeu aquilo, mas a loura tremeu ao escutar aquilo. De repente, sangue começou a escorrer pela boca e pelo nariz da morena, e um sorriso se fez presente em sua face antes dela cair no chão. Todos foram para trás enquanto o corpo da garota ficava em volta de uma poça de sangue, gritos de horror e terror, todos saíram correndo da sala, menos a loura. A mão na morena segurava algo, um pequeno pedaço de papel. A loura o pegou e leu, suas pernas tremeram e ela começou a chorar desesperada, abraçando o corpo da amiga que estava frio.
O pedaço de papel era pequeno, e só tinha uma pequena e curta frase.
“Se para me libertar eu tenho que morrer então eu obrigarei meu coração a amar esse fim tenebroso. E finalmente estarei livre.”
E isso meus amigos, não é invenção ou coisa do tipo, é uma história real. A história de uma garota que só encontrou a liberdade quando obrigou seu coração a amar uma coisa que tanto tememos, ela abraçou o medo e se entregou a ele, como um casal de amantes.
Primeiro dia, primeira vergonha.
Muito bem, primeiro post do blog -a vergonha me consome. Para deixar bem claro, é um blog de histórias que eu invento, sempre tenho esses surtos de criatividade, mas sempre tive vergonha de escrever de verdade -e além de tudo tenho sonho de ser escritora, sim eu sou timída em excesso. Espero que curtam minhas histórias.
Um primeiro contato da escritora super timída, que no fundo é na verdade uma louca.
Um primeiro contato da escritora super timída, que no fundo é na verdade uma louca.
Assinar:
Postagens (Atom)
